Pseudo e teca na formação de palavras em Português

Mafalda Frade

Resumo


Esta investigação tem por objetivo analisar o processo de formação de palavras em português europeu contemporâneo a partir de elementos neoclássicos, mais concretamente o uso de duas formas oriundas do grego – pseudo e teca. Pretendemos, através dela, verificar as propriedades que estes dois elementos apresentam, em português contemporâneo, no sentido de verificar se podem ser classificados como simples elementos de composição de formas eruditas ou se, pelo contrário, apresentam características que os aproximam dos afixos, situando-se, assim, entre a composição propriamente dita e a derivação. Assim, questionaremos se estamos perante processos de composição em português ou se, por perda de autonomia da forma de origem, nos encontramos perante mudanças no continuum morfológico que estão a provocar o aparecimento de formações com características derivacionais. Para apoiar a nossa investigação, depois de uma breve digressão sobre o modo como estas formas foram tratadas em dicionários e gramáticas, em que procuramos obter dados sobre o ponto de vista diacrónico, deter-nos-emos brevemente sobre os processos de composição e derivação. Após esta análise, observaremos vocábulos retirados de bases de dados textuais como o CETEMPúblico ou o Corpus Davies/Ferreira, no sentido de verificar se o comportamento que estas formas assumem no português europeu contemporâneo está ou não em consonância com as características que lhes têm sido tradicionalmente atribuídas. 

Palavras-chave


composição; derivação; formação de palavras

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DOI: http://dx.doi.org/10.22168/2237-6321.2.2.2.7-24

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