A derivação regressiva verbal em língua portuguesa segundo a tradição filológico-gramatical

João Batista Costa Gonçalves

Resumo


É propósito deste artigo organizar, de modo crítico, uma síntese sobre a chamada derivação regressiva em língua portuguesa de acordo com a tradição filológico-gramatical. A fim de apresentar, metodologicamente, uma exposição clara sobre o tema, mostraremos as várias formas como este fenômeno da morfologia derivacional foi encarado sob esta perspectiva de estudos. Do repasse histórico-crítico sobre a derivação regressiva verbal, podemos destacar algumas conclusões a que a pesquisa chegou, como, por exemplo, a tendência de, na tradição dos estudos filológicos-gramaticais, se acatar o nome como derivado e o verbo como derivante em pares como caçar/caça, fugir/fuga e escolha/escolher, sobretudo levando em conta dois critérios: a redução do corpo fonológico do vocábulo e a interpretação do nome como um substantivo abstrato de ação como derivado e o verbo como derivante. 


Palavras-chave


Derivação regressiva verbal. Tradição filológico-gramatical. Síntese crítica.

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DOI: http://dx.doi.org/10.22168/2237-6321-7esp1702

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