Pensar por si e dizer o que pensa: o ensino da argumentação e a formação de sujeitos autônomos

Glayci Kelli R. S. Xavier, Sirley Ribeiro Siqueira

Resumo


O ato de argumentar é uma prática essencialmente social e evidencia-se em variadas ações cotidianas, nas quais se faz uso da linguagem, em suas diferentes atividades. Especificamente no ambiente escolar, sobretudo no Ensino Médio, a argumentação é assunto bastante explorado, principalmente nas aulas de produção textual, pois, para obter um bom resultado na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) e em vestibulares – grande objetivo da maioria dos alunos – é preciso dominar algumas técnicas argumentativas. A fim de que o trabalho com argumentação não se resuma ao ensino mecânico de modelos para obter sucesso em tais avaliações, e ancorando-se em uma perspectiva sociointeracionista, o presente trabalho procura mostrar que há outras formas de se trabalhar a argumentação na Educação Básica com o objetivo de formar cidadãos críticos: explorando os gêneros orais e os textos verbo-visuais presentes na mídia. Para isso, parte da experiência de dois projetos de iniciação científica que se inserem em um projeto maior desenvolvido pelas professoras, voltado para a leitura, análise e produção de gêneros argumentativos. Enfim, acreditamos que, ao oferecer subsídios que possibilitem aos alunos vivenciar as diferentes modalidades de leitura e produção, poderemos contribuir para a formação de cidadãos que saibam expor suas opiniões e que sejam capazes de ter uma efetiva participação na vida social.


Palavras-chave


Argumentação. Oralidade. Verbo-visualidade.

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DOI: http://dx.doi.org/10.22168/2237-6321-11388

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