Muitas gramáticas, muitas normas: por que ensinar língua padrão?

Marcelo Moraes Caetano

Resumo


A linguagem, com a pluralidade que seu conteúdo encerra, se realiza na expressão de uma língua concreta, atravessada pela interdiscursividade, patenteada na multiplicidade de textos, de que tratam autores como Charaudeau e Maingueneau (2011). Toda língua, por ser imanente a pessoas com histórias e culturas diversas, apresenta extensa diversidade discursiva, refletida nos domínios ou comunidades diferentes que dela lancem mão. Todos esses diversos domínios, no entanto, apresentam normas para que seus falantes se compreendam. Essas normas, quando agrupadas em conjuntos, podem ser consideradas como gramáticas que perpassam e descrevem as variantes da língua em questão, o que ocasiona uma polissemia inerente aos conceitos de “gramática” e de “norma”. Cabe à escola a perspectiva de, dialeticamente às variantes havidas por diversos fatores, apresentar ao aluno a variante da língua chamada padrão, porque tal variante é adequada a certos contextos situacionais e, por isso, seu conhecimento permite o acesso pleno à cidadania, como mostra Azeredo (2008). Procuro, neste artigo, explicitar essa afirmação, bem como esboçar meios para que haja êxito no ensino da gramática da norma padrão, alicerçado num conjunto de práticas que envolve a prescrição (evidenciada por estudiosos como BECHARA, 1990), a subjetividade (encarecida por linguistas como BENVENISTE, 1998) e a alteridade (presente nos trabalhos de FIORIN, 2006; NEVES, 2000 e ANTUNES, 2003).


Palavras-chave


Normas. Gramáticas. Norma-padrão.

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DOI: http://dx.doi.org/10.22168/2237-6321.6.6.2.292-306

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