A Cinderela austeniana: uma análise sobre a intertextualidade em Mansfield Park

Tânia Maria Oliveira Gomes

Resumo


Com este trabalho, propõe-se um estudo que se situe na interface entre a Linguística e a Literatura, por meio da análise de um material, a priori, literário, contemplado, nestas laudas, sob a égide dos preceitos linguísticos. Nesse sentido, objetiva-se (a) examinar a obra Mansfield Park, de Jane Austen (2012), à luz das noções de “intertextualidade” e “imaginários”, termos caros à Linguística do Texto e do Discurso, e, (b) investigar os possíveis pontos de contato entre a obra austeniana e o conto “Cinderela”, de Charles Perrault (1697). Com esse intuito, autores como Charaudeau (2007), Koch e Elias (2010) e Marcuschi (2008) fulguram no arcabouço teórico que aqui se elabora, viabilizando a construção de um artigo que carrega, entre os seus resultados, aquele que ratifica a aproximação entre o texto austeniano e o conto francês. Tal cotejo permite delinear uma conclusão que aponta para a importância da análise crítica sobre as produções intertextuais, uma vez que estas, por vezes, são manejadas a fim de perpetuar determinados imaginários estanques, sobretudo aqueles que cristalizam as imagens do homem e da mulher.


Palavras-chave


Intertextualidade; Imaginários; Literatura

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DOI: http://dx.doi.org/10.22168/2237-6321.5.5.1.59-74

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