Slogans em protestos: relações intertextuais e interdiscursivas

Agnaldo Almeida Jesus

Resumo


O presente trabalho tem como objetivo analisar os efeitos do interdiscurso e da intertextualidade na constituição de sentidos em slogans. Dessa forma, partimos do pressuposto de que o sujeito do discurso não determina os sentidos e as possibilidades enunciativas do seu dizer, já que ele ocupa um lugar social (formação discursiva) a partir do qual enuncia. Sabemos que os slogans, sejam eles de cunho publicitário ou político, podem ser definidos como enunciados de fácil memorização e que condensam o discurso em um núcleo temático (REBOUL, 1975). Sendo assim, o corpus desta proposta de estudo é composto por três slogans utilizados nas “manifestações contra a corrupção” iniciadas no mês de junho do ano de 2013, no Brasil. Para tanto, temos como arcabouço teórico os postulados da Análise do discurso de linha francesa, principalmente no que diz respeito às noções de sujeito, intertextualidade, interdiscurso, formação discursiva e formação ideológica. Destarte, verificamos que os sentidos são provisórios, construídos historicamente e ligados às formações discursivas em que os sujeitos se encontram. Ou seja, o sentido nunca é o mesmo, não é dado, e sim construído em relação a um determinado acontecimento discursivo. Portanto, por meio dos efeitos da intertextualidade e da interdiscursividade, os slogans se retomam, porém com uma nova significação.


Palavras-chave


Slogans; Sentidos; Interdiscursividade.

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DOI: http://dx.doi.org/10.22168/2237-6321.4.4.1.43-56

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