A tradução da plataforma governamental VLibras e a acessibilidade de surdos no ensino superior

Bárbara Silveira Baptista de Oliveira, Ana Luisa Borba Gediel, Gabriela Silva Pires

Resumo


Neste artigo, ancorado nas propostas de Quadros & Karnopp (2004) e Brito (1995), analisamos a tradução semiautomática da plataforma VLibras, levando em consideração a adequação sintática da tradução do português para a Libras, por meio da tradução de artigos científicos de diferentes áreas, focando nos desafios do acesso e permanência das pessoas surdas no ensino superior. Foi utilizada a metodologia qualitativa para a realização da análise do corpus, descrição e adequação dos elementos gramaticais da língua de modalidade oral auditiva para a visuoespacial, em formato de glosa. Para tanto, com o objetivo de analisar o processo de tradução automática, propusemos a seguinte segmentação da análise linguística: (i) flexão verbal; (ii) organização sintática; (iii) pontuação. Como resultados, percebemos que há padronizações na tradução que geram incoerências e erros. Entendemos que a maior parte dos erros de tradução fornecidos pelos tradutores automáticos é devido à falta de valorização dos aspectos linguísticos da Libras e seu detrimento em relação aos aspectos gramaticais do português. Para alterar esse quadro, é necessário um maior aprofundamento de estudos como este para averiguar os erros, acertos e buscar soluções e, assim, auxiliar o aprimoramento de ferramentas de tradução automática.


Palavras-chave


Tradução. Tradução automática. Libras.

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DOI: http://dx.doi.org/10.22168/2237-6321-32230

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