A criatividade lexical no discurso literário

Alba Valéria Tinoco Alves Silva

Resumo


Tendo como referencial teórico os trabalhos de Ieda Maria Alves (1990) e Margarida Basílio (2006), respectivamente, sobre neologismos e processos de formação de palavras no português; os de Maria Aparecida Barbosa (2001), Edith Pimentel Pinto (1994) e Dino Preti (2000), sobre os modos como o escritor enfrenta a língua, e os de Luiz Carlos de Assis Rocha (1998) e Nilce Sant’ Anna Martins (2001, 2003), sobre a construção neológica na obra de Guimarães Rosa, este trabalho tem por objetivo analisar processos de criação lexical em textos de três autores da literatura brasileira moderna e contemporânea, a saber: Famigerado, de Guimarães Rosa; O Ataque, de Luiz Ruffato; e O gigolô das palavras, Gramática, Sexa, Sfot Poc, Palavreado e Mais palavreado, de Luis Fernando Verissimo. A análise permite perceber que, nos textos mencionados, os autores dão preferência a diferentes processos de formação lexical. De modo resumido, pode-se observar que, no texto de Guimarães Rosa, há uma predominância de neologismos formados por derivação; no de Ruffato, predominam as formações por composição, e, nos de Verissimo, a ênfase recai na neologia semântica. O que leva a concluir que a preferência dada a cada um desses processos está intrinsecamente relacionada ao projeto literário dos autores.


Palavras-chave


Léxico; Literatura; Neologismo

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DOI: http://dx.doi.org/10.22168/2237-6321.3.3.2%20esp.8-24

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